Manter o mosto na temperatura ideal dentro do fermentador de cerveja pode ser uma tarefa complicada, especialmente para quem produz a tradicional Lager. Nessas situações, sistemas que utilizam soluções como o Glicol podem ser muito importantes em garantir as condições ideais de fermentação.

Neste artigo, vamos discutir melhor como essa tática funciona e como implementá-la na sua produção. Continue a leitura para conferir!

O que é o Glicol?

O Diol ou Glicol é um composto orgânico que contém dois grupos de hidroxila (-HO), como o etileno glicol ou propileno glicol. É uma solução que está entre o álcool e a glicerina e tem uma série de aplicações no dia a dia da indústria e na sua casa. Mas, pelo bem do argumento, ficaremos com o aspecto prático que envolve a produção de cerveja.

Dentre suas propriedades, o que mais atrai no ambiente industrial é o fato de serem ótimos condutores de temperatura, atóxicos, inertes quimicamente, de fácil miscigenação, anticongelantes, de baixo impacto ambiental e baixo custo.

Como fluído secundário, o glicol pode ser aplicado em mais de uma forma, sendo mais empregado junto da água gelada ou outro fluído resfriador.

Isso porque o diol, operado em baixas temperaturas, impede que o primeiro fluído congele, assim como o próprio conteúdo a ser resfriado.

Uma situação análoga é quando queremos gelar rápido as cervejas e adicionamos sal e álcool na água gelada ou o próprio gelo. Além de transmitir muito mais facilmente a temperatura, evita o congelamento inadvertido da bebida.

A essa altura, é fácil imaginar como esse composto é capaz de otimizar a fermentação da bebida, principalmente as Lagers, que possuem baixa fermentação e requerem temperaturas relativamente próximas de zero para produzirem condições adequada dentro do fermentador.

O problema é que, com a temperatura 0, a água começa a se solidificar e, em contato com outro líquido mais quente, perde rapidamente sua temperatura, sendo relativamente pouco efetiva e pouco prático para um sistema de resfriamento.

Mas, então, como funciona o resfriamento do fermentador com glicol?

Como funciona o resfriamento do fermentador de cerveja com glicol?

Cada cervejeiro faz seus improvisos, mas alguns aspectos acabam sendo imperativos para conseguir o resfriamento adequado:

Considerando que há uma impossibilidade prática em verificar a temperatura média de cada fermentador, além de ficar gelando e distribuindo água, o primeiro passo é ter um método para auferir a temperatura da água e automatizar o máximo possível o fluído pelo fermentador.

Existe um aparelho desenvolvido para esse fim, o Quadro de Comando. Com ele você pode automatizar até 4 fermentadores com um aparelho para determinar a temperatura. E quando essa a temperatura é atingida no quadro, é acionada uma descarga de glicol para resfriar o reservatório.

Nos tanques especializados para glicol, há uma serpentina interna, de plástico ou inox. As válvulas solenoides se abrem conforme o comando do quadro, permitindo que a bomba trabalhe e feche quando o quadro identificar que a temperatura adequada foi alcançada e permanecerá por um tempo ideal.

Por ser um fluído secundário, o glicol entra misturado com a água gelada, que pode ficar em um reservatório, freezer ou geladeira. A média da solução é de 20 até 30% e a água não será congelada se chegar a temperatura de solidificação.

Esse sistema é relativamente simples de ser montado se possuir todos os equipamentos. O quadro de comando é indispensável para automatizar o trabalho, assim como a bomba, mas aparelhos que alertam a temperatura também servem como guia para que você melhore o processo usando válvulas.

Caso não tenha um fermentador próprio para glicol, é importante que este possua ao menos uma parede dupla de polipropileno para manter por um tempo maior a temperatura, do contrário, ela será dissipada muito rápido e o trabalho fica inexecutável.

Se você mesmo for furar o fermentador, jamais deixe espaços para a entrada de oxigênio, vede bem e nunca use outro material além de plástico ou inox para não causar off flavours na bebida.

É indispensável ter um bom conhecimento da fermentação do tipo de cerveja escolhido, para determinar nos momentos mais oportunos seu resfriamento, mantendo as condições ideais para sua fermentação.

Conclusão

Para produzir com mais precisão e dar um nível mais profissional ao seu empreendimento, um sistema de resfriamento com glicol pode fazer muita diferença, especialmente para quem produz cervejas Lager, pilsner, que são, tradicionalmente, as favoritas por aqui.

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