O poder do símbolo incorpora as propriedades, os conceitos que envolvem o que quer que seja; uma instituição, religião, artista, nação.

Muitas empresas têm símbolos tão emblemáticos que, só de vê-los, uma série de sensações e ideias surgem instantaneamente em nossas mentes – sem sequer precisar fazer esforço.

Imagine o formato patenteado das garrafas de Coca-Cola ou a logo do McDonald’s, será que teriam toda essa notoriedade hoje se não tivessem investido em símbolos e formatos que os destacassem e criassem toda uma mistificação por trás de seu produto?

Certamente a qualidade do produto fala por si mesma, mas para que os consumidores possam chegar até seu produto, ele precisa ter características que o coloquem em evidência.

É interessante imaginar-se como consumidor, frente à uma estante repleta de garrafas, disposto a experimentar algo diferente, se perguntando qual irá escolher. Qual você escolheria?

 

Vamos discutir os dois aspectos centrais:

 

Forma: Garrafa ou Lata?

Já houve um tempo onde a cerveja que ia para as latas e para as garrafas eram produzidas em tonéis distintos. As que iam para as latas levavam menos açúcar para conter a carbonização e evitar que as latas estufassem.

Hoje a diferença em relação a isso praticamente não existe. Na maior parte dos casos ambas vêm do mesmo tonel, com as mesmas propriedades. O aroma e sabor são idênticos.

Segurança:

Cada tipo de envasamento pode ter seu revés no que diz respeito à segurança, do transporte às prateleiras e ao armazenamento.

Assim como latas podem amassar e ficar estufadas, garrafas estão suscetíveis à quebra.

Uma alternativa para ambas é adicionar um compartimento. Apesar de ser um pouco mais caro, comprar um pequeno fardo customizado contendo 6 garrafas ou 12 latas já é um diferencial, incentiva ao consumo, já que possuem embalagens e são práticas de transportar e armazenar, além de geralmente terem um desconto ao serem compradas em maior quantidade.

Investimento:

Sua cerveja pode ser envasada em uma garrafa comum de 600mls, aquelas retornáveis. Muitos cervejeiros não farão objeção alguma a seu uso e até ficarão satisfeitos da embalagem retornável. Pode ser que, até aqueles que gostam de colecionar embalagens já possuam uma de seu produto e não sintam necessidade de guardar outra.

Além disso, você pode fazer uma edição temática, comemorativa e, nessa ocasião, usar uma embalagem diferente, rolhas flip top, artigos mais sofisticados. Justamente para dar o tom de edição limitada e instigar o interesse dos consumidores e colecionadores.

As latas serão um pouco mais onerosas, sendo não-retornáveis, mas mais baratas por produção unitária. Para tal, provavelmente você terá de pesquisar por empresas que produzam e envasem sua cerveja. Não é uma prática comum de cervejeiros menores, por depender de etapa industrial.

Armazenamento e Descarte

Assim como as garrafas padronizadas podem ser retornáveis, você também pode estabelecer uma política de devolução em um círculo pequeno com seus consumidores ou associados, afinal, você precisará de novas embalagens para produzir e isso irá baratear o processo.

Caso adote essa ideia, um fardo de garrafas, de mdf ou até de papelão, com alguma customização, já cria um senso de fidelização, garante um retorno do consumidor e o dá o senso de preocupação com o envasamento e o processo de reciclagem e/ou reutilização.

O que é outro fator importante: é mais do que necessário utilizar racionalmente os recursos, para poupar capital, energia e contribuir para o meio ambiente. Inclusive a ideia de ser environment friendly (amigo do meio ambiente) pode até ser usado como boost –  uma espécie de marketing extra entre a comunidade de cervejeiros, que muitas vezes são pessoas modernas, urbanas, progressistas e se importam com o assunto, e talvez deem até mesmo prioridade para esse tipo de empresas.

 

Não se esqueça dos rótulos!

Reforçando o poder do símbolo já discutido no início do artigo: a construção do branding pode ser algo determinante em sua marca. Algo que fisgue instantaneamente o consumidor pois, numa era de excesso de produtos, ganhar a oportunidade de ser testado amplia as chances de emplacar o gosto popular.

Use embalagens e nomes que destaquem. Escolha títulos e séries temáticas e, para cada modalidade de sabor, procure usar cores e títulos diferentes.

Uma boa ideia seria fazer uma parceria com algum ilustrador e/ou designer. Criar um símbolo, algo que possa ser relacionado à cerveja ou à cultura pop. Embalagens que remontem ao estilo clássico ou vintage, tradição cervejeira, como tonéis, personagens apreciadoras de cerveja, algum dos ingredientes especiais, enfim, tudo isso pode dar um caráter imersivo. Até as tampas podem ter uma arte, servir para um propósito extra e colecionável, como alguma espécie de game, algo que tenha uma extensão, num site ou trocáveis por brindes como copos e fardos customizados.

Tratando-se de latinhas, é possível customizá-las ainda mais e usar combinações de cores e padrões. Uma embalagem artística possui mais chances de ser comprada e de ser levada como um produto sério, engajado na cultura cervejeira.

 

Todo empreendedor hoje precisa sair da caixa e almejar o novo em cada aspecto de seu produto: torna-lo mais do que uma bebida. Fazer com que seu consumidor crie uma afeição pelo conceito de consumi-lo e o assimile ao seu estilo de vida, à sua personalidade.

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