O ingrediente mais importante para a produção da cerveja, independente da sua categorização (pilsen ou puro malte), é o malte de cevada. Mas não se engane, nem toda cerveja leva essa premissa em consideração, algumas marcas, principalmente as mais populares, adicionam ingredientes alternativos a composição para diminuir custos.

Diferenciar as cervejas como pilsen ou puro malte pode até não ser a configuração mais adequada, essa separação inclusive deixa muita gente confusa, mas para facilitar alguns processos, vamos te ensinar quais são as diferenças entre cervejas pilsen e puro malte, e como ela pode ser usada para construir diferentes sabores na hora da fabricação.

Puro malte ou pilsen: Como essa diferença acontece? 

Se você é um amante de cervejas, conhece muito bem a combinação: malte de cevada, lúpulo, água e fermento. Ela é um clássico e está presente nas bebidas mais puras desse ramo, mas como já comentamos, nem todas preservam essa mistura, e a construção das cervejas pilsen acontecem de forma bem variada.

Os adjuntos, como são chamados os ingredientes que fogem desse quarteto tradicional, são usados de forma mais comum em grandes cervejarias. O objetivo de adicioná-los a composição pode vir de diferentes lugares, mas o principal deles são os fatores comerciais, diminuindo o custo comercial a venda é bem mais lucrativa, não é mesmo?

Se você é um produtor independente e conhece a importância de ingredientes de qualidade, sabe que nem sempre esse hábito de adicionar outros insumos é ruim, se ela for feita da forma correta, pode gerar sabores verdadeiramente únicos. Exatamente por isso não é prudente julgar o sabor antes de experimentar.

Os adjuntos mais comummente utilizados pelas principais cervejarias brasileiras são os cereais não maltados, principalmente milho e arroz, e os líquidos, como açúcares de cana, xarope caramelizados e muitos outros. Um composto muito utilizado nas cervejarias brasileiras o High Maltose, ou xarope de alta maltose, um extrato feito a partir do milho.

Adicionar esse tipo de característica ao preparo da bebida produz cervejas extremamente leves, claras e com o sabor mínimo do malte, que retira quase que por completo o amargor tradicional dessa combinação. Cada adjunto adicionado não transforma só o sabor, como já dissemos, eles também influenciam no custo, permitindo mais competitividade no mercado.
Além dos adjuntos que diminuem o custo dos processos, existem aqueles que são adicionados a mistura para oferecer novas experiências de sabor na hora da degustação. Os mais famosos são os “temperos” com frutas, coentro, cascas de canela, gengibre pimenta e até baunilha.

Mas afinal de contas, o que é o puro malte? 

Agora que já entendemos o que são os adjuntos, e por que a indústria comercial de cervejas faz uso recorrente desses ingredientes, é importante entender também quais são as definições da famosa cerveja puro malte. 

A puro malte tradicional já vem definida no nome, ela faz uso exclusivo do malte de cevada como fonte de açúcar, evitando ao máximo adjuntos que transformem sua qualidade. Esse detalhe é usado também como fator estratégico do marketing da maioria das marcas que buscam a valorização do produto.

E como a gente bem sabe, essas estratégias resultaram em valores muito positivos para o mercado, já que com pouco tempo, os consumidores abraçaram essa categoria com facilidade. A aceitação foi tão grande, que muitos começaram a se interessar pelo processo de produção, e assim como nós, já garantiram seu kit cervejeiro particular!

Uma coisa que pouca gente sabe, é que esse status de superioridade da cerveja puro malte vem de muitos anos de tradição. Os primeiros cervejeiros estabeleceram a “regra” dos 5 ingredients essências, e esse hábito ainda é definido atualmente.

Sabores únicos: pilsen ou puro malte?

Agora que entendemos como as duas modalidades de cervejas são produzidas, e estrategicamente vendidas, podemos elaborar a resposta para a pergunta que originou essa postagem. Mas e aí, qual a diferença entre as cervejas pilsen e as puro malte

Cervejas comumente consumidas no dia a dia, que você encontra facilmente em qualquer supermercado mais regular, são as que aparentam menor amargor, toques florais, cores claras e leveza no paladar. A refrescância de uma boa Pilsen gelada é inigualável, e facilmente distinguida por qualquer consumidor. 

Já as cervejas puro malte são para aqueles que preferem sentir um teor maior de malte de cevada a cada gole. Não se engane com o tom dourado e o sabor adocicado, o amargor aqui é um detalhe indispensável, justamente pela alta quantidade de lúpulo presente na mistura.

Essas diferenças constroem cervejas ruins ou boas? Não dá para responder com “sim ou não”. Esse confirmação de qualidade vai das preferências de cada consumidor, de como você saboreia cada nuance, ou até mesmo com quais acompanhamentos você experimenta cada uma delas. 

O que não podemos negar é que o processo de criação de cada uma é completamente diferente, ainda mais quando pensamos na produçao artesanal. Nesse sistema, as possibilidades são infinitas, você só precisa entender quais são seus sabores favoritos e cria-los com personalidade diretamente na sua casa. 

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